Sobre os 18

quinta-feira, 4 de junho de 2009


QUARTA FEIRA, 15 DE ABRIL DE 2009

♪ Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão...

Aos 13, eu vivia almejando e sonhando com essa tão esperada data. Isso porque, para uma pré-“aborrecente” como eu, ela vinha carregada de um quê de liberdade, que poderia ser traduzida numa tal de independência. Essa última quando não conquistada, parece pesar toneladas. Depender é um verbo transitivo indireto, logo quem depende, depende de algo ou alguém. E é justamente isso que incomoda a alguns, ainda que esse alguém sejam as pessoas que mais o ama, seus pais. Deles dependemos naturalmente, desde o nosso nascimento.
Agora, com os 18 completos, posso dizer que quase nada mudou. Quase. O peso da maioridade não deve me incomodar de hoje em diante visto que aprendi a tomar responsabilidades cedo. Numa breve listagem eu cuidava do irmão caçula, dos afazeres domésticos, dos deveres da escola e depois veio o ensino médio, o primeiro estágio, o temido vestibular, a renovação de contrato e continua... (risos) Afinal ela aumenta à medida que o tempo passa a depender das circunstâncias. Entretanto, não me acho precoce por tudo isso. Olhando a minha vida como espectadora, penso que vivo cada fase no seu lugar, aproveitando cada instante, sem perder a essência de cada um deles. E só tenho a absolver ensinamentos das experiências que tive até hoje.
Hoje foi um dia perfeito! Choveu pela manhã logo cedo (como sempre acontece no dia do meu aniversário) e após a “tempestade” veio a calmaria. Contemplei um sol radiante e um céu azul claro, com nuvens de algodão e um arco-íris vibrante. Sim, eu reparo as cores durante o dia. Observo o dia que Deus prepara para mim. E não foi só isso. Houve ainda um detalhe, uma apoteose para o meu dia.

. O FATO INESPERADO .
.Uma surpresa de aniversário.

Diferentemente da festa do meu aniversário de 15 anos, em que planejei e não pude colocar em prática, pois uma festa nada-surpresa me esperava, da qual eu tive que fingir não saber, essa de hoje foi bem elaborada, a ponto de me enganar de verdade (risos). Tenho certeza de que não poderia ser melhor, pois estar ao lado dos meus pais, contemplando o orgulho por mim brilhando em seus olhos e aquela satisfação de dever cumprido; do meu irmão caçula, que é meu xodó, minha vida; dos meus monitores e amigos da Crisma, definitivamente, não tem preço! Nenhum dinheiro no mundo seria capaz de comprar aquele momento único e particular. Voltei pra casa realizada, pensei que este passaria em branco como os anteriores, mas estava enganada. Só tenho a agradecer ao Pai por mais um ano de vida e pelas pessoas que fazem parte dela. A todos que estavam comigo hoje, aos que mandaram mensagens e aos que lembraram, mas não puderam falar muito obrigada por tudo!

♪ E quem sabe ainda sou uma garotinha...

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